sexta-feira, 25 de março de 2016

Brasil: A ponto de explodir

JU

Não sou cientista política  Mas, gosto de observar o movimento político em meu país. Indigna-me ver cada notícia de desvio do dinheiro público, a corrupção, a impunidade. O Brasil enfrenta momentos críticos. Uma polarização política entre PT e PSDB se instalou entre os eleitores, mas não na política real por trás dos bastidores. Porque, quem ultimamente tem comandado, votado e vetado é o PMDB.

Ocorreu uma polarização Norte, Nordeste x Sul e Sudeste tendo como favoritos o candidato Aécio Neves ( PSDB) envolvido em vários escândalos, juntamente com seus colegas de partido, com uma mentalidade política voltada às classes média e alta do Brasil, ajudado pelos grandes veículos midiáticos no Brasil, e entre Norte e Nordeste em sua maioria escolhendo como preferido o PT, na pessoa da Dilma Roussef.


Durante o governo Dilma, principalmente nos últimos meses antes da Copa no Brasil, até os militares inferiram que deveriam voltar ao poder para melhorar a corrupção no Brasil, como se eles próprios não tivessem mandado e desmandado nas finanças, e em leis brasileiras a seu favor. As passeatas, os protestos, anulados pela emoção do futebol, desvaneceram.


Encontramo-nos sem saída nos presidenciáveis. Muitos confessam que nenhum deles seria sua opção. O PT teve grande oportunidades de não somente incluir socialmente os mais pobres e miseráveis do Brasil, como combater a corrupção e os gastos do dinheiro público com o próprio bolso dos políticos. É verdade que foi o único governo até agora, depois da instalação da democracia, que incluiu o subproletariado, preocupou-se com os miseráveis e mais esquecidos pelos governos anteriores. Contudo, infelizmente viu-se envolvido em grandes escândalos. E, como o brasileiro tem memória curta, não lembra dos escândalos causados pelo PSDB em seu governo, os do Sarney, sua família, Fernando Collor de Mello, e tantos outros mencionados na mídia. A classe média reclama. Muitos impostos, tributos, taxações, e uma distribuição de renda, que segundo ela e a classe alta, trabalham para manter "vagabundos e desocupados.". Ouvir o raciocínio da classe média alta é até bizarro. "Não trabalham porque não querem. Emprego tem." Desconhecem as filas para inscrição para gari dobrando esquinas no Rio de Janeiro, contando com formados em direito e outras faculdades. Ignoram as filas quilométricas na madrugada em busca de um tratamento médico. Ignoram a cena de uma família com 12 pessoas, sem ter água, saneamento básico, qualificação para um emprego, educação, dinheiro para o transporte, uniforme, e por aí vai.


A mídia, inescrupulosamente embute notícias mentirosas insinuando que o Brasil marcha para um comunismo, com o intuito de amedrontar o povo. Menos de uma semana após o comício de Jango no Rio, que reuniu cerca de 300 mil pessoas, os conservadores organizam uma passeata popular em resposta às alianças dele e seus projetos supostamente "comunistas". No dia 19 de março, aproximadamente 500 mil pessoas participam em São Paulo da "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", exigindo o fim do governo João Goulart. ( Até me traz à lembrança  as várias marchas que o brasileiro tem feito ao redor do Brasil a favor do candidato do PSDB, Aécio Neves).


Quando João Goulart em 13 de Março de 1964 anunciou a estilização das refinarias, a desapropriação de terras para a reforma agrária e outras medidas, os direitistas com o apoio do governo americano começaram a planejar um golpe de estado, que se concretizou no dia 31 de Março de 1964. E a matança e perseguição aos que se mostravam contra o golpe se iniciou numa longa procura por cabeças, tortura, agentes da polícia federal instalados em cada classe das universidades. Mais ainda, todo sistema educacional universitário foi modificado para maior controle das mentes, e para que não houvesse uma união em uma só classe consolidada.

O Jornalista Luis Nassif afirma que em países socialmente atrasados, como o Brasil, qualquer gesto em direção à inclusão sofre enormes resistência dos setores tradicionais, que para ele é um atraso anti-civilizatório, que atinge acadêmicos conservadores, magistrados, empresários sem visão e principalmente os grupos de mídia. "Os de baixo temem perder status; os de cima, temem perder poder." Assim,  os únicos fatores capazes de derrubar um partido que tentar incluir socialmente os mais destituídos são as crises econômicas ou o golpe. Após estudar o golpe de 1964 e o momento que o Brasil passa em 2014, ele chegou às seguintes conclusões que transcrevo, retirado do link: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/132156/Nassif-vê-semelhanças-do-golpe-de-64-com-2014.htm



"O movimento foi bem sucedido em 1964 e consistia no seguinte:
1. Para mobilizar a classe média, a mídia levanta fantasmas capazes de despertar medos ancestrais: o fantasma do comunismo, que destroi famílias e propriedades, do golpe que estaria sendo preparado pelo governo, da corrupção que se alastra etc.
2. A campanha midiática cria o clima de ódio que se torna cada vez mais vociferante quanto menores são as chances eleitorais de mudar o governo.
3. Com a influência sobre o Judiciário e o Ministério Público, além de denúncias concretas, qualquer fato vira denúncia grave e, na ponta, haverá um inquérito para criminalizá-lo.
4. Aí se entra no ponto central: as agressões, os atentados ao direito, as manipulações provocam reações entre aliados do governo. Qualquer reação, por mais insignificante, serve para alimentar a versão de que o governo planeja um golpe. O ponto central do golpe consiste em fomentar reações que materializem as suspeitas de que é o governo que planeja o golpe.
Esse mesmo clima em relação às ligas camponesas, a mídia tentou recriar com as fantasias sobre a influências das Farcs no Brasil, sobre os dólares cubanos transportados em garrafas de rum e um sem-número de artigos de colunistas denunciando o suposto autoritarismo de Lula.
Lula e Dilma fugiram à armadilha, recorrendo ao que chamei, na época, de republicanismo ingênuo, às vezes até com um cuidado excessivo.
Não tomaram nenhuma atitude contra a mídia; não pressionaram o STF; têm sido cautelosos de maneira até exagerada; não permitiram que o PT saísse às ruas em protesto contra os abusos da AP 470.
Apesar de entender esse caminho, Jango não conseguiu segurar os seus. Houve radicalização intensa, conduzida por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, pelo PCB de Luiz Carlos Prestes e por lideranças sindicais, que acabaram proporcionando o álibi de que os golpistas precisavam.
No entanto, há um ponto em comum nos dois períodos: o ódio que a campanha midiática provocou em diversos setores de classe média crescerá em razão inversamente proporcional ao crescimento eleitoral da oposição." ( negrito nosso).
Sim, o Brasil passa por um momento delicado. Apesar de haver escândalos por lado do governo petista, não esqueçamos os inúmeros escândalos no governo psdebista,no PMDB e a inércia diante da miséria rampante no interior do Brasil. 
Dilma Roussef ganhou as eleições, mas esqueceu de todas as suas promessas e os grandes escândalos continuam surgindo. A operação Lava Jato envolve políticos de todos os partidos, mostrando que realmente o Brasil se encontra nas mãos das grandes incorporadoras e construtoras e que cada político pensa somente em salvar seu quinhão. 
O PT que tanto prometia inclusão, melhorar a vida do trabalhador, tem causado desemprego aos roldões, inflação galopante, sem contar os benefícios e nomeações para permanecer no poder. Desde o império sofremos devastação das nossas riquezas naturais. Fomos roubados, achincalhados, acostumados a nos submeter aos desmandos políticos. A Internet mudou tudo. Tem-se informações que antes nos era negadas. Porém, a mídia também pode tomar seu papel de imbecilizarão. Acreditar em tudo que se lê na internet e na mídia pode ser uma faca de dois gumes. Mentiras são plantadas propositalmente, e o povo acredita e reproduz.
Enquanto o governo torna-se caótico, o país para economicamente. Não temos projetos, sonhos nem meios de parar a inflação, a corrupção, o desemprego e pior ainda: ninguém governa. Estamos à deriva, com um barco polarizado entre ondas bravias em alto mar. Violência nas palavras, nas ruas, nas esquinas, nos bares. Enfrentamos uma guerra civil midiática. 

Que tenhamos um país mais justo, com um melhor sistema público de saúde e educação com menos corrupção, mais valorização do povo brasileiro, da classe pobre que mais sofre entre as discussões, e que a classe média desperte para o fato de que sem a melhoria da classe pobre continuarão assustados atrás das grades dos portões de suas casas e condomínios, de seus carros blindados. Um país justo é um país sem violência. 


Feliz Páscoa- Feliz Ultrapassagem


Feliz Passagem
Silvia Geruza F. Rodrigues

Sim, é possível ressuscitar e começar uma nova vida a partir de uma grande dor. Recordo-me da passagem na qual Tomé não crê que aquele que lhes aparecera era verdadeiramente Jesus, ao qual ele replica: toca nas minhas chagas. Ao tocar nas marcas dos pregos nas mãos de Jesus, Tomé passa a crer. O que me chama a atenção é que Jesus ressuscitara, mas levava consigo as marcas do seu sofrimento. As chagas, as marcas dos pregos cruelmente enterrados em suas mãos pelos soldados romanos. Sim, ele passara pelo mais cruel e injusto julgamento. Encontrado inocente, o juiz  mor lavou suas mãos e ouviu o barulho da turba, mais do que a justiça. Liberou Barrabás e entregou o Cristo nas mãos da multidão e dos religiosos que exigia sua crucificação.

Ele venceu, Jesus venceu, canta um hino sobre sua ressurreição. Sim, Ele venceu a morte, venceu o escárnio, venceu as injúrias, venceu o medo, venceu a zombaria dos soldados e dos cruéis que os acompanhavam na via dolorosa gritando: se és o filho de Deus, onde está teu Deus? Por um momento Ele se sentiu abandonado: Deus meu , Deus meu, por que me desamparaste? Por um momento ele duvidou de ter alguém que o acompanhasse naquela dor. Olhou para baixo, viu soldados insensíveis jogando sorte sobre sua túnica. Quem ficaria com os restos desse desamparado? Mesmo na mais profunda dor Ele conseguiu perdoá-los: Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem.

Não adiantava se debater, seu sofrimento era imenso, e finalmente Ele pôde sentir que a única coisa que poderia fazer era confiar no Pai: Pai, em tuas mãos entrego meu espírito. E com esse último suspiro se foi. Imagino todos os demônios satisfeitos com a sua vitória temporária. O mestre mor do Hades perguntando diariamente pelo Cristo. Ele ainda está lá? Fiquem de guarda. Não podemos nos descuidar.

Quando no terceiro dia, as mulheres corajosas foram visitar seu túmulo para ungi-lo, como era de costume, deparam-se com a pedra rolada do lado, um anjo perguntando por que procuram um vivo dentre os mortos? Grande alvoroço, Ele ressuscitou. Ele vive.

Cristo venceu a dor. Cristo venceu a morte para que você também consiga, apesar das circunstâncias adversas se munir de toda força possível e tomar novos rumos a partir das cinzas. Cristo venceu, mas ficou marcado. Olha Tomé, minhas chagas. Sou eu mesmo, mas consegui sair de tudo isso vitorioso.

Vitória não é não passar por tribulações, e sim conseguir ultrapassá-las para uma nova vida, mesmo que com marcas. Com o tempo, elas cicatrizam. Fica a marca, mas você consegue mover adiante e construir uma nova vida, talvez mais interessante do que aquela que você pensava nem conseguir viver sem ela.

Ele venceu, para que você e eu possamos olhar para suas chagas e exclamar: Verdadeiramente este é o Filho de Deus, se Ele pôde estar aqui agora, eu também conseguirei ir adiante e vencer meus obstáculos, minhas dores, meus medos.


Feliz Passover- Feliz ultrapassagem- Feliz Páscoa!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Mais um outono na vida e primavera na alma

JU

O tempo não pára. É implacável. Tic Tac ouço o barulho do relógio somente quando
durmo com ele no pulso e o coloco ao lado do rosto. Com o corre-corre diário,
não conseguimos escutar os ponteiros rapidamente se movendo a cada 60 segundos.
Quando somos pequenos, queremos logo alcançar os 12 anos para poder
ir ao cinema sozinhos e ver alguns filmes que antes não era possível.

Esperamos ansiosamente ( ou esperávamos) os 15 anos para ter aquela festa,
debutar, fazer cabelo, poder namorar. Sim, lá em casa 15 anos era o limite mínimo
 para isso acontecer. ( Se bem que as duas irmãs mais velhas burlaram
o sistema e uma casou exatamente no dia dos seus 15 anos).

Recordo-me que ao ser pedida em namoro ainda com 14 anos
falei para o rapaz esperar até meus 15. Ele pacientemente foi à  minha festa de
aniversário e no mesmo dia começamos a namorar. Mas, não durou muito porque
ele queria me beijar na boca e eu amedrontada pelo padre da minha paróquia,
acabei o namoro porque achava ser pecado e teria que confessar.
Já imaginaram minha vergonha falar para o padre que havia beijado na boca?
É, os tempos mudaram muito mesmo.

Antes, falávamos de mais uma primavera, mas, depois dos 50 creio que
chamam de outono. Na primavera tudo é florido. A terra renasce, as tulipas
enfeitam os campos, os passarinhos gorjeiam, o sol é brando, o verde enfeita
as colinas e as montanhas. Sonhos encontram-se no auge de suas concretizações.
Não temos muito medo do perigo. Gostamos de emoções fortes: montanhas russas
quanto mais altas e perigosas, melhor. Mudanças, adaptações, aprendizado de
outras línguas. Tudo parece mais fácil nos anos dourados primaveris.

Ah, mas quando o outono chega. O vento sopra mais frio. As folhas mudam de cor.
Tornamo-nos mais cuidadosos com as escolhas. Os sonhos já arrugados, não
querem dar espaço para novos voos.
Adaptações e ajustes tornam-se mais aterradores. Os filhos criaram asas
e formaram seus próprios ninhos. O número de amigos fieis diminui. Alguns viajam,
outros simplesmente lhe abandonaram. Imigraram, fugiram do inverno.

Alguns segredos para manter-se com a alma alegre e jovial,
mesmo com a chegada do outono:
Aqueça seu coração com novos sonhos, mesmo que não tenha tempo para
realizar todos eles.
Mantenha seu bom humor.
Nunca se limite antes do tempo.
Deixe com que ele se encarregue de lhe mostrar quando
chegarem suas limitações.
Encare-as com sobriedade.
Não deixe de se rodear de crianças, adolescentes e jovens.
Eles lhe tornam mais flexível,
enternecem sua mente e lhe faz não esquecer
dos seus momentos de loucura.
Contudo, não adolesça novamente.
Use roupas adequadas, mas não muito senhoris.
Cuide da sua alma, sua espiritualidade e do seu corpo.
Dizem que o cuidado físico de nada vale para o espírito:
é verdade, mas ajuda a viver mais e com saúde.
Quem falou que não existe sexo no outono e nem no
inverno? Se puder, pratique-o regularmente.
Beneficia a pele, ajuda em leve tristeza ou depressão, dor de cabeça,
relaxa e lhe dá uma boa noite de sono, algo também
muito importante para a saúde.
Completo mais um outono, contudo
posso lhe afirmar que apesar de muitas primaveras
passadas, um longo inverno pela frente (assim espero),
na alma ainda sinto as flores brotarem,
os campos verdejantes
os pássaros gorjeando
e a vida pulsando, como sempre.
Que venham muito mais outonos sem que
minha alma resseque com amargura
e eu esteja junto da minha querida família,
lindos amigos e amigas com quem compartilho o dia de hoje.






quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A lista para o novo ano

JU

A lista para o novo ano.
Silvia Geruza Rodrigues

Muitos criticam os desejos e as listas de promessas que fazemos para o
novo ano que se inicia. 
Contudo, sábio quem criou o marco de um ano velho e início de um novo ano.

Sim, precisamos de esperanças renovadas. Promessas de praticar mais exercício, 
emagrecer, tornar-se mais cuidadoso com quem amamos, trabalhar menos e viver mais, 
ser mais bondoso, tudo isso, se não possível em um ano, quem sabe 
nos empenhamos mais no ano seguinte?

Quem me dera que os desejos da humanidade fossem mais voltados para o próximo:

Desejo doar mais de mim mesmo a pessoas doentes em hospitais, 
isoladas, abandonadas, sofridas.

Desejo pensar menos em mim mesmo para ajudar o outro em suas dores.

Desejo pensar em ganhar mais dinheiro não somente para 
alimentar meu consumismo, mas para compartilhar 
e ajudar aquele que não tem a mesma habilidade de ser bem sucedido como eu.

Desejo tornar-me menos ouvinte  e mais praticante da Palavra.

Desejo buscar mais a Deus e menos aos meus próprios prazeres.

Desejo maior comunhão com Deus, do que com os 
escarnecedores da minha fé.

Desejo menos poder, mais humildade.

Desejo alcançar os oprimidos e aflitos para lhes dar um 
pouco de alívio em sua fome e sede de justiça.

Desejo mais amor para o mundo e menos violência.

Desejo ser instrumento de paz e não de confusão.

Desejo ser instrumento de união e não de divisão.

Desejo menos rancor e mais perdão.

Desejo menos armas e mais flores.

Desejo mais cores e menos cinzas.

Desejo mais música e menos lágrimas.

Desejo mais dança e menos inércia.

Desejo mais vida e menos morte.

E que esses meus desejos não descansem no fundo de um balde, 
mas que eu consiga agir para que cada um dele se cumpra. 
Todavia, se não conseguir tudo em um ano, que tentemos
 a cada um que a vida nos conceda.


Tentar, tentar... em cada gesto, cada atitude, cada ação, a cada ano até que as 
forças se esvaiam e em um último suspiro ouçamos
o Pai nos chamando para descansar em seu seio.

Valsa de uma nota só


JU

Valsa de uma nota só

A vida é uma dança constante
Entre perder e ganhar, afirmam por aí.

Você só nota que perdeu
Quando olha para trás
E sente falta dos momentos
Que não imaginou eram bons.
Quando ela parte e você
Nota que não está mais ali
Mas, quando juntos você
Não se importava tanto.

Só se nota que perdeu
Quando o que não era
Importante, no momento
De repente não se encontra
Mais lá, e a busca a torna
Tão singular
Única
Extraordinária.

Só se nota que perdeu
Quando se olha para trás
E a vê sorrindo,
Acenando
Correndo,
Brincando
Mas não consegue mais
Alcançá-la
Porque há muito
Ela se foi
Deixou um buraco
Negro
No seu universo
Outrora tão sólido.

Ganhar?!... a vida
É uma constante perda
Valsa de uma nota só.

Só....

NOSTALGIA


JU

Nostalgia
Silvia Geruza

Quando a tristeza penetra
No mais fundo do seu
Coração
E você se debate
Querendo saber a razão
Nada há mais a fazer
Para curar uma ferida
À flor da pele

Seu ego narcísico ferido
Amores quebrados
Ilusões abandonadas
Expectativas deixadas para trás
Só restam as cinzas
O caos
A dor
A saudade
Do que se pensava

Dizer do amor.