Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

OVERCOMING

OVERCOMING


JU



Many people talk about overcoming, but a few really understand it unless they face a trauma,a pain or a crisis where they have to deal with important losses in their lives. 

Life is unpredictable and full of good and bad events. However, at any moment one may find himself with such a terrible situation that he or she feels like giving everything up. 

We often see pitures or videos of people that have lost everything all of a sudden. It may have beeen a part of his or her body, or someone who has been born without some important parts of his body and they need to struggle through life to adjust to his limitation to overcome that loss. Some fight hard and are sucessful and some decide to play victim of life and give up fighting to overcome the odd circumstance in their lives. 

Sometimes I ask myself why people without legs intend to participate in running races, thriathlons, radical sports that demand an extraordinary strength from them, or even when I see people without arms and feed drawing beautifully with their teeth. What did they get different from all the rest? If you have not seen the movie "My Left Foot", or "A Brilliant Mind", real stories about people who tried hard to overcome their limitation and were able to do it, run and see them because it is worth it learning with these brilliant and resilient human beings. 


Yes, that is the name for this strength they find within themselves to fight against their body limitation. Resilience is the capability an individual has within to adjust and grow within to face the difficult events life has brought them. 

Resilience can make all the difference in someone's life. Some scientists state that it can be biological, but most of the theoricists agree that resilience comes along with the help and encouragement of people around the person in need to help an individual to get up and fight and move on. Some find people to do that, to empower them, to embrace them and let them know they will be there for them, but, unfortunately, some not. And strangely enough, they still find strength to prove to themselves that they will not let life drown them, or be limited by their circumstances. They get up and get moving and  do it! 


I believe that someone can play two roles in life, specially in difficult moments: play the victim, or the winner. I sincerely hope that you will choose to be the owner of your destiny and fight for it. Fight to be a better person. Fight to overcome your limitations. Fight to become the writer of your own history and will go beyond you problem, your loss, your trauma, your limitation. 



Be the main actor of your play and shine!



Domingo, 20 de Maio de 2012

SUPERAÇÃO

JU

Muito se fala em superação, mas poucos realmente compreendem o que é a não ser quando chega sua vez de atravessar uma dor, uma crise, ou mesmo algumas perdas importantes na vida.

A vida se constitui de eventos inesperados. Alguns bons e alguns ruins. Contudo, mais cedo ou mais tarde qualquer um encontra-se sujeito a se deparar com uma situação que dá vontade de desistir de tudo.

Quantas vezes vemos fotos ou vídeos de pessoas que repentinamente perderam um membro do corpo, ou mesmo nasceram sem certo membro e necessitam travar uma luta constante para superar aquela perda. Alguns lutam e conseguem, outros caem pelo meio do caminho e assumem o papel de vítima da vida sem lutar para vencer a circunstância adversa.

Às vezes me questiono por quê alguém sem pernas pretende participar de corridas, triatlos, esportes radicais, tentar esportes que lhes exigem uma força sobre humana, ou mesmo pessoas que não conseguem mexer nenhum membro do corpo e começam a desenhar com os dentes. Quem não viu o filme "Meu Pé Esquerdo", ou "Uma Mente Brilhante", histórias verídicas de pessoas que não se renderam à sua deficiência e lutaram para superá-la, corra e veja, pois vale a pena aprender com esses seres humanos brilhantes e resilientes.

Sim, o nome para esta força que encontram dentro de si para lutarem contra a limitação que seu corpo ou a situação lhes impõe, chama-se RESILIÊNCIA. A CAPACIDADE que um indivíduo tem dentro de si de se adaptar e evoluir ao enfrentar circunstâncias difíceis na vida.

A resiliência faz toda a diferença na vida de alguém. Será que nascemos com ela? Alguns pesquisadores cientistas afirmam que pode ser biológico, mas a maioria dos teóricos concorda que a resiliência necessita de acolhimento, pessoas e situações que ajudem o indivíduo que passa por um evento difícil a lutar, se levantar e seguir adiante.

Pessoalmente, considero que há dois papéis que alguém pode desempenhar na luta contra adversidades: o de vítima, ou o de herói conquistador. Espero que você escolha ser agente de sua própria história e queira ser alguém que supera e vai além dos limites que lhe são impostos por uma deficiência, por traumas, por acidentes que chegam à sua vida repentinamente.

Seja o ator principal de sua peça e supere, sempre!

Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

MÃE: SER EM EXTINÇÃO!?


JU


SER MÃE: EM EXTINÇÃO!?

PRIMEIRO, quero pedir perdão àquelas mulheres que querem, mas não podem ser mãe. Escrevo para as que podem e querem e para as que podem e não querem e para as que já são mães.

Lembro-me de pinturas com mães de olhares doces e cuidados voltados para seus bebês, desde A Pietá de Michelangelo onde Maria olha triste e terna para Jesus deitado no seu colo após a crucificação, retratando o cuidado e a dor de uma mãe pelo sofrimento de um filho, até quadros de muitos pintores ao redor do mundo mostrando o afeto e a alegria de ser mãe.

Também reporto-me a uma frase muito ouvida antigamente: “instinto maternal”. Isto é, a mulher já nasceria com o instinto, com a vontade de ser mãe.

Hoje, os sociólogos e as feministas afirmam que “ser mãe”  foi uma imposição da sociedade. Creio que a sociedade impôs à mulher o conceito de que ela tem que cuidar sozinha dos filhos enquanto o marido galga seu sucesso profissional e pessoal. Porém, como a sociedade conseguiu impor algo que é único da mulher?

Lembro-me com saudosismo de uma música que ouvia ao crescer sobre o papel cuidador da mãe: mamãe, mamãe, mamãe, eu me lembro o chinelo na mão, o avental todo sujo de ovo, eu queria fazer outra vez mamãe, começar tudo, tudo de novo”. Essa música enaltecia a mãe como a rainha do lar. O filho, agora adulto, estava com saudade até das punições físicas da mãe. Ah, eu também me lembro das minhas, mas tenho saudade e nenhum trauma. Foi assim que nasci e cresci, até que o movimento feminista da década de 70 também nasceu e cresceu. O feminismo sonhava que a mulher tivesse igualdade salarial e profissional ao homem. Concordo plenamente com isso, mas não a ponto de roubar da mulher a feminilidade, a doçura, a sensibilidade e o privilégio único de “ser mãe”.


Freud ( psicanalista) afirmava cem anos atrás que a mulher tem inveja do pênis do homem porque é sinal de poder, assim como o homem tem inveja do útero materno porque só a mulher consegue essa peculiaridade: nutrir e desenvolver um ser humano dentro de si por nove meses, e ainda por cima, amamentá-lo por mais tempo após seu nascimento. (Em algumas tribos indígenas na América do Sul existe o que se chama de Couvade, termo utilizado agora pela psicologia para descrever a síndrome do homem ter os mesmos sintomas da esposa grávida). Em algumas tribos indígenas, como a tribo brasileira Tupari, quando a mulher engravida, o pai sente os sintomas e recebe as benesses da mulher grávida, inclusive após o parto. (Eles bem que poderiam querer transferir para eles também a dor do parto!)

Talvez o individualismo da pós-modernidade, a luta da mulher em ser bem sucedida financeira e profissionalmente, a ditadura da beleza e conceitos feministas levados ao extremo tenham roubado da mulher a vontade de exercer este ato único e especial de ser mãe. “Não quero deformar meu corpo”, “não quero deixar minha carreira”, “não quero doar do meu tempo a outra pessoa.” ”Criança dá muito trabalho”. São exclamações constantes de quem não quer ser mãe.

Talvez a desculpa da despesa que uma criança traz faça com que a  troquemos pelos cachorros, pelo menos eles não nos respondem e desafiam. Vivemos em uma sociedade consumista. As crianças de antigamente não precisavam de videogame, nem de TV LED no seu quarto; nem de notebook; nem de jogos de  computador; nem de bicicletas ou patins motorizados; nem mesmo de carros de brinquedo motorizados miniatura; nem de triciclos motorizados; nem de bonecas de todo tipo e com toda estilo de roupa. Será que não substituímos a troca do bolo caseiro, da mamãe lendo livros de histórias de Monteiro Lobato, nos dias atuais, livros de Rubem Alves, ou pequeno tratado das grandes virtudes para crianças de André Comte-Sponville, ou qualquer outro autor de histórias infantis, pela babá eletrônica, pelos jogos, pela superficialidade em troca de nossa presença?

Não sei você, meu querido leitor, minha querida leitora, mas eu acho uma mulher grávida linda! Sem contar com a sensação de carregar uma vida dentro de você; sem contar com a sensação gostosa dos pezinhos mudando e chutando para lá e para cá; sem contar com a sensação gostosa e a emoção de ouvir seu coração batendo pela primeira vez; de ver aquele pequeno ser em posição fetal, muitas vezes chupando o dedo, em uma imagem de ultrassom. Sem contar com a emoção de cantar no umbigo para ninar aquele pequeno ser ainda no seu ventre. Sem contar com a emoção de amamentar pela primeira vez assim que a criança sai do seu ventre e vem com ânsia se conectar com você....sem contar....sem contar...sem contar...é inominável a sensação e a emoção de ser mãe.

Nestes últimos dias li em uma revista de psicologia um artigo denominado: O privilégio e o prazer de poder escolher não ser mãe. Confesso que fiquei indignada. Claro que todas têm o direito de escolher ou não ser mãe. Mas, denominar um privilégio e prazer...

Só a mulher tem este privilégio de ser mãe. Só a mulher tem o prazer de ser mãe. Mãe no sentido amplo da palavra. Mãe em conceber, nutrir, cuidar, imprimir valores nobres que influenciem não somente sua vida pessoal mas dos outros ao seu redor.


Em vez da sociedade nos influenciar, mais uma vez, digo a você mulher:   Não deixe com que a sociedade lhe imponha  a ideia que "não ser mãe” é um privilégio. Não deixe com que a corrida desenfreada ao redor de si mesma lhe roube do prazer de ser mãe. Escolha, mas escolha consciente, sem imposições, sem medos, sabendo que, ao contrário do que a sociedade atual lhe diz: 

SER MÃE É MUITO GRATIFICANTE, PRAZEROSO E DESAFIADOR!